22 de out. de 2015

Copo de vidro

Tenho um copo muito esperto
Ele é todo de vidro e vazio
Aquilo esquenta e esfria, minhas vontades
Enquanto eu curto o que é meu
O copo fica queto e esperando por mim

Já tive outros copos mais bonitos
Mas nenhum deles ganhou minha atenção
Você se tornou importante, virou minha poesia

Copo que não pode falar,
Mas pode me tocar
Sacia minha sede e vontade
Cobre meu desgaste, eu não soube te amar

E digo pra mim mesma, quando vou te lavar
limpo meu coração e nem te incluo lá
Denego seu amor porque ocupa espaço demais
é porque você se doa e eu não consigo enxergar.