3 de mar. de 2014

Sobre a desilgualdade

Ontem vendo um vídeo e hoje lendo um tópico de Luis F. Veríssimo. Falando sobre as pessoas, convivência e a desigualdade. 

Lembrei agora de uma aula no colegial, que o nosso professor comentava sobre a desigualdade que existia a anos atrás e até hoje ela é bem visível. Hoje é mais cruel essa desigualdade devido ao capitalismo, me perdoe a ignorância mas é minha opinião.

Na verdade hoje em dia é fácil ver pessoas reclamando do outro, de tudo que você possa imaginar. Coloca a culpa no colega do lado é mais confortável, porque é graças as falhas dos outros que consequente erramos também. É claro que não vou julgar você porque eu também já fiz isso, mas estou aqui para discutir que gentileza é uma pratica que deveria ser mais exercida. Medir seus esforços por brigas infantis, bobas e desnecessárias pra poupar sua saúde e das outros. Eu sugiro que você culpe o outro mas também se culpe e se você conseguir achar uma solução para ambos, muito melhor! Sim, porque na vida agente não consegue nada sozinho. É que se talvez se ele não tivesse errado, você não poderia ter aprendido o correto. Acredito que se nós pudéssemos ser menos egoístas, menos eu e mais nós, poderíamos aproveitar mais.

1.Uma pessoa que vive bem com sua vida confortável, com apartamento, carro, trabalho, etc. Está vazio, sim. Ele vive em noites cheia de pessoas que adoram ter-lo por perto porque é ele quem distribui coquetéis, dá aquela carona e tudo que possam extrair da noite. Agora, se você imagina que ele é feliz por ostentar isso? Sim, talvez aquela droga pequena proporcione durante algumas horas. Mas ele vai ver que sua vida está indo ralo abaixo... Por não aproveitar de outra forma...

2.Depois de um dia intenso de trabalho nas ruas, ele corre na sua bicicleta para ir a faculdade e levar nas suas costas os livros que o professor nem usa durante as aulas mas ele faz questão de levar cada um, a satisfação que ele tem em ter comprado cada um, é maior do que deixar em casa parado. E lá encontra os amigos que o convidam para comer um dog na frente da faculdade, com aquela conversa sobre aquela moto que ele então quer comprar, nas vantagens e desvantagens que ele teria. E que cada vez que ele anda em sua bicicleta no fundo, ele sente que está lá com a magrela correndo a 80km/hr... Voltando pra casa, ele pega sua bicicleta e vai para casa acolhido pela mãe que mesmo cansada do trabalho, está terminando de passar as roupas e aquele cheiro de comida da mamãe, toda orgulhosa por ver-lo bem e cansado de mais um dia batalhador por ser aquela ajuda na casa com seus irmãos menores. E o abraço sincero dela, e a satisfação de ter guia-o para o caminho bom. 

Vendo estes dois exemplos, que na verdade pode estar em qualquer lugar... Eu me imagino, que a vida cheia de luxos pode ser o que muitos querem... Nenhuma história é certa ou errada, mas essa desigualdade é um espaço que deve ser preenchida com sinceridade, com ajuda e de coração.

Que tal, se esse cara com tal vida "boa" diminuísse só um pouco desse luxo para poder doar um pouco do seu tempo para estar com grupos solidários? Com pessoas que trabalham na sua empresa? Pudesse exercer uma profissão de forma solidária em alguma cidade distante em algum cidade que esteja com falta de professores? E que durante estas viagens, encontrasse o caro mencionado no caso 2.
Os dois estão na frente um do outro, eles encontram uma coisa em comum. Uma paixão chamada moto. Decidem trabalhar juntos e montar uma mecânica que podem consertar ou customizar. É o meu maior desejo de uma historia com fim bacana. Será que encontraremos um caso igual a este? Onde, a desigualdade foi vencida, onde os parâmetros de status foi deixada para trás e que encontraram uma convivência harmônica e sem guerras.

Como digo, não sou o maior exemplo. Porém meu maior desejo é poder encontrar esse fim entre um caso 1 e 2, que os dois encontraram um propósito e sua missão está sendo cumprida. Deixar de pensar nessa explosão de maldades ou desigualdade sem fim.
Aprendo todos os dias que nossa vida também depende do outro, sozinhos não somos nada. Aprenda a amar o outro como você se ama!