5 de jul. de 2015

Saudades voltam...

A dúvida insiste, formar cicatrizes que fixam na pele e não quer mais sair. Que já nem lembro como chegou a mim ou se eu fui atrás disso, me machucar e mentir pra mim mesma... 


É difícil te ver, que não consigo esquecer. Torna-se um exercício cada vez mais duro ignorar, negativar com a cabeça, quando o coração estremece e para, quando lembra de você... Dos momentos a dois que era impossível falar, juntar poucas palavras e só conseguia te olhar. Abismada por tanta beleza e orgulho, que você é meu troféu se tornaria tão valioso.
Pra você, meu valor é bem baixo quase que invisível e se tornou mais frequente esse espaço entre nós. Embora saibamos que é temporário, não sei mais quantos outonos me separam do fim de nossa história ou início, também. 
Antigamente eu era louca por espionar meu futuro com você, pois se conseguisse adivinhar o que hoje seríamos pudesse melhorar, superar suas expectativas. Mas vi que tentei seguir a risca seu desejo e me tornei cada vez pior com ou sem sua companhia...
Tenho tantas dúvidas que não consigo sanar, por bobeira minha. São frustrações que não sei medir e nem sei quando vão acabar... Eu dizia que quando estivéssemos cada um no seu canto, veríamos o quanto somos independentes e fortes, não sei como é por ai... Mas aqui desse lado é vazio, importuno por querer ocupar algo que ninguém vai ser.
Você com suas mudanças e certezas, já não precisa de mim. Está tão bonito e forte sem mim, quase que volta uma fita VHS antes de conhecer-nos... Já sabe que meninas de vinte anos nunca mais seja sua prioridade, é dizer que foi bacana uma vez, brincar de faz de conta com ela... Pra dizer: um dia "você tentou!", me enche de risos.
Embora esse filme ainda não tenha acabado, percebi que sua saudade eu tenho que engolir e assim despejar um pouquinho neste meio virtual. Já que meus diários estão encharcados de lágrimas e papel que despedaçam... Você não, meu ser que é eterno que desejo de te olhar, admirar e esperar seu abraço.

meu g,
love.