Clandestinidade (Fernando Namora)
Secreto me acho
e secreto me sentes
quando
secreto me julgas,
Impuro me reconheço
quando
o nosso silêncio
são vozes turbas.
Dúbio é o desejo
quando
não é transparente
a água em que se deita
precavidamente.
Clandestinos somos
quando
o que somos
teme a face que pesquisa.
Os olhos são claros
quando
a superfície do espelho
é lisa.
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É com esse poema começo a noite de hoje...
Sinto que estamos progredindo. Porque o tempo está passando, sem muita ansiedade, sem muita expectativa, com vontade de provar um pouco mais... Roubar e que não seja dele. Só que é claro tudo um segredo...
Negar isso seria mentir pra mim mesma, então que fique claro. Tudo passa por fases, como foi dito ontem "Me parece muito ser segura". "Ser" é muito completo, diga-se aparenta... porque ainda não estou totalmente formada, ainda a muitas transformações.
Abaixo um texto que fiz noites atrás que surgiu no decorrer da madrugada... Amador.
Um ponto final
Agora, que supostamente vou começar um parágrafo novo.
Preciso despejar-te em algum lugar, como agora, neste instante.
Houve um lugar, uma ligação, um olhar, dois olhares, um abraço e seu desabafo.
Compartilhei meu pedaço e você deixou, ao acaso
Ao extinto masculino.
Perdeu e não quis recomeçar.
Deixou-me esperando por uma resposta
E ainda riu da minha ingenuidade.
Feriu parte de minha alma e grande parte de sua integridade.
Ao voltar para realidade você se perdeu na falsidade,
Entregou um papel dizendo que era sua vontade.
E minha bagagem?
Você levou, me obrigou que recomeçasse
.