17 de nov. de 2011

Quando o lago já está seco

Meu corpo alimenta uma fome.
Quase. Tudo me devora
Nada, mais, é tao grudento,
Quanto minha visao rastereira.
Reluto nos dias de verao.
Até mesmo nas tardes indecisas.
Cai o céu, o vento traz menos chuva,
A vida por aqui já se esgota
Menos vemos, menos amamos, menos nos importamos.

Desce, de repente, a solidao e te traz toda ingratidao
Sem água, chuva, lago, rio...
Onde estao?

Porém, eles esqueceram que nessa vida tudo bate-volta.
A espécie, esperarao...